Não há
estresse na indústria
que possa se comparar
com a gravidade
de estresse que
envolve cuidar
de doentes, feridos
e lidar com vitimas
e seus familiares
em momentos de
crise emocional.
Profissionais,
especialmente
os de emergência,
estão propensos
a encontrar situações
extremamente estressantes
no decorrer de
seu trabalho.
As situações
mais estressantes
são chamadas
de incidentes
críticos
de estresse. A
seguir, estão
alguns exemplos:
-
Ameaça
de violência
física,
de vitimas violentas;
- Mortes traumáticas
e qualquer situação
grave envolvendo
crianças;
- Morte de membros
da equipe;
- Ferimentos sérios
ou doenças
como resultado
das atividades
de emergência;
- Suicídio
de colegas de
trabalho;
- Situações
longas com resultados
negativos;
-
Fatores
ligados às
intervenções:
o fato de afrontar
uma situação
nova, a necessidade
de decisões
rápidas
sem espera,
intervenção
em lugares críticos,
dificuldade
de assimilação
de alguns sentimentos
no momento da
ocorrência:
etc.
Estes
são momentos
críticos
que podem provocar
nas equipes de emergências,
experiências
de reações
emocionais muito
fortes que tenham
o potencial de interferir
no exercício
de sua função,
no momento da ocorrência
ou mais tarde.
Quando estas experiências
tornam-se extremamente
ameaçadoras
ou severa, resulta
em manifestação
física, cognitiva
e emocional chamada
estresse traumático.
O estresse traumático
a que estão
expostos os profissionais
que participam de
emergência,
pode produzir reações
de estresse acumulativo,
incluindo o transtorno
de estresse pós-traumático
(PTSD – post
traumatic stress
disorder), a depressão
e sinais de esgotamento
profissional ou
Burnout, um tipo
específico
de estresse, considerado
um dos desdobramentos
mais importantes
do estresse profissional.
Burnout é
a expressão
inglesa para designar
aquilo que deixou
de funcionar por
exaustão
de energia. Se considera
um transtorno adaptativo
crônico, em
associação
com as demandas
psicossociais de
trabalhar com ocupações
que têm um
traço comum,
como contato interpessoal
intenso. Burnout
é uma síndrome
caracterizada por
sintomas e sinais
de exaustão
física, psíquica
e emocional, em
decorrência
de má adaptação
do indivíduo
a um trabalho prolongado
e estressante.
Como se observou,
o trabalho que executa
esses profissionais
é altamente
estressante e ansiogênico,
o que pode acarretar
prejuízos
de ordem física
e psicológica,
rebaixando com isso,
o nível de
sua produção.
O
PROAP possui uma
equipe especializada
e apresenta um programa
de treinamento que
qualifica-se de
Preventivo e Profilático,
pois tende a eliminar
a possibilidade
de esgotamento provocado
pelo estresse do
trabalho, culminando
em melhoria da qualidade
de vida do profissional
e por sua vez maior
desempenho de suas
funções.
A metodologia do
programa possui
uma variedade de
técnicas
de intervenção:
- Apoio “In
loco” (nas
cenas das ocorrências
ou situações
de desastres);
- Reuniões
de preleção
e de desabafo;
-
Estratégias
para lidar com
o estresse:
- gerenciamento
do estresse;
- rebaixamento
do nível
de ansiedade;
- desenvolver
habilidades
para adquirir
compreensão
maior sobre
o estresse
em ocorrências
ou catástrofes.
Identificando
os agentes
causadores
do estresse,
torná-los
conscientes
possibilitando
o manejo
inteligente
do estresse
para poder
atuar em
conseqüência
e enfrenta-lo.
Especialistas
insistem em que
o estresse profissional
recebe pouca atenção,
as empresas, as
instituições
não investem
suficientes recursos
para levar a cabo
programas como este,
destinados a combater
o inimigo invisível,
o estresse.
O serviço
de emergência
é muito valioso
para sacrificar
profissionais em
sofrimento resultante
de um trabalho estressante
associados a incidentes
críticos.
Chegou a hora dos
departamentos de
emergência
tomarem um passo
importante para
preservarem as carreiras
daqueles que experimentam
emoções
como salvar propriedades
de destruição,
proteger a comunidade
de modo geral e
a máxima
satisfação
de salvar uma vida
humana.
Isso
é Burnout
“Nós
profissionais do
serviço de
emergência,
temos um trabalho
que é repleto
de estresse a todo
momento. Devemos
tomar decisões
de vida e morte
em frações
de segundos. Durante
uma chamada, devemos
lidar com nossas
vitimas, familiares,
amigos, curiosos
e nossos próprios
sentimentos. Fomos
ensinados a sermos
profissionais da
emergência
e que podemos lidar
com isso. Espera-se
que sorríamos
quando a família
de uma vitima nos
blasfema. Devemos
permanecer calmos
quando o mundo parece
estar caindo aos
pedaços,
e há feridos
em qualquer lugar.
Devemos salvar qualquer
um. Não nos
foi ensinado que
alguns morrerão,
não importando
o quanto nos empenhemos,
ou que alguém
sobreviverá,
mas depois da doença
não será
mais o mesmo. Somos
profissionais de
emergência.
Não se supõe
que choramos. Não
se supõe
que nos envolvemos.
Somos valentes a
toda hora. Devemos
aceitar que, periodicamente,
estaremos deprimidos
e devemos trabalhar
com o problema de
forma construtiva.
Não há
vergonha em admitir
que somos humanos
e precisamos de
assistência
como qualquer um.
Vamos esperar e
orar para que aprendamos
esta lição
antes de perder
mais um companheiro
do serviço
para a habilidosa
doença do
estresse”.
Jacqueline
Mazzoni
é psicóloga,
mestre em Psicologia,
professora da Universidade
Camilo Castelo Branco
e doutoranda em
Psicologia da Saúde
(stress ocupacional)
na Universidade
de Havana, Cuba.
Diretora do PROAP,
programa pioneiro
no Brasil desde
1996.
E-mail:
jacqmazzoni_@uol.com.br
Fone:
(0XX11) 6168-3487
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