Presença
de produtos químicos
tóxicos no
ar e deficiência
ou excesso de oxigênio.
A escolha do respirador,
considerando atmosfera
com concentração
de oxigênio
entre 19,5% e 21%
e se a concentração
do produto químico
tóxico não
exceder a:
- 10 vezes
o seu L.T. (limite
de tolerância),
deve-se utilizar
respirador semifacial;
- 50 vezes
o seu L.T. (limite
de tolerância),
deve-se utilizar
respirador semifacial,
com suprimento
de ar ;
- 100 vezes
o seu L.T. (limite
de tolerância),
deve-se utilizar
respirador facial;
- 1000 vezes
o seu L.T. (limite
de tolerância),
deve-se utilizar
respirador facial,
ou capuz ou
capacete com
suprimento de
ar (caso de
atmosfera IPVS)
- 10.000
vezes o seu
L.T. (limite
de tolerância),
deve-se utilizar
máscara
autônoma
(caso de atmosfera
IPVS)
Observar
o limite IPVS de
cada produto químico,
que é o valor
de concentração
imediatamente perigosa
à vida e
à saúde
(IPVS).
Na
história
da evolução
da ciência,
no século
XVI, Paracelso postulou
que: “tudo
é veneno,
nada é veneno,
depende da concentração
e do tempo de exposição”
Partindo
dessa afirmativa,
tanto o socorrista
como a vítima
deverão ficar
o menor tempo possível
em exposição
aos agentes químicos
presentes no acidente
.
Antes de o socorrista
enfrentar a situação
de emergência,
o mesmo deverá
considerar a atmosfera
local como IPVS
e tendo informações
sobre os produtos
químicos
presentes no ar,
também poderá
ser necessária
a proteção
à pele, utilizando-se
roupa especial nível
A (aquela que isola
completamente o
socorrista) ou nível
B , segundo classificação
da NFPA ( National
Fire Protection
Association dos
Estados Unidos).
A Instrução
Normativa (IN-01)
, que criou o PPR
(programa de proteção
respiratória)
da Fundacentro,
em seu item 4.3
Seleção
de respiradores
para uso em atmosferas
IPVS, espaços
confinados ou atmosferas
com pressão
reduzida e em seu
subitem 4.3.2 Respiradores
para uso em condições
IPVS na pressão
atmosférica
normal, a seguir
copiado:
“O respirador
que deve ser usado
em condições
IPVS provocadas
pela presença
de contaminantes
tóxicos,
ou pela redução
do teor de oxigênio,
... é a máscara
autônoma de
demanda com pressão
positiva, ou uma
combinação
de um respirador
de linha de ar comprimido
com cilindro auxiliar
para escape. Enquanto
o trabalhador estiver
no ambiente IPVS,
uma pessoa, no mínimo,
deve estar de prontidão,
num local seguro,
como o equipamento
pronto para entrar
e efetuar o resgate,
se for necessário.
Deve ser mantida
a comunicação
contínua
(visual, pela voz,
telefone, rádio
ou outro sinal conveniente)
entre o trabalhador
que entrou no ambiente
IPVS e o que está
de prontidão.
Enquanto permanecer
na área IPVS,
o usuário
deve estar com cinturão
de segurança
e cabo que permita
a sua remoção,
em caso de acidente.
Devem estar também
previstos outros
recursos”
Analisando o postulado
acima, as equipes
de emergência
devem possuir os
seguintes equipamentos,
para proteção
respiratória:
máscara
autônoma de
pressão positiva:
que contém
ar comprimido, sob
pressão, num
volume suficiente,
para que no fluxo
respiratório
de 40 lpm (litros
de ar por minuto)
ofereçam a
autonomia de 30, 45
ou 60 minutos. Lembrando-se
que quanto mais pesado
o equipamento, maior
será o consumo
de ar do usuário.
Devem possuir alarme
para aviso de que
o ar está na
reserva (falta cerca
de 7 minutos para
se esgotar)
No Brasil, temos
fabricantes e importadores
de máscaras
autônomas
, que submetem o
seu produto as exigências
mínimas da
norma NBR 13.716/96
(ABNT) para a obtenção
do Certificado de
Aprovação
(C.A).
A máscara
autônoma
poderá
ser utilizada
para o socorrista
combater incêndio
ou vazamento de
produtos químicos.
Nunca se esquecer
que o nosso corpo
é frágil
e necessita de
proteção
para temperaturas
elevadas e ataques
corrosivos dos
produtos químicos.
respirador
de linha de ar
comprimido com
cilindro auxiliar
para escape:
possui peça
facial com válvula
de demanda e cilindro
com redutor de
pressão
e um chicote,
com engate rápido
seguro (E.R.S),
para ser conectado
à mangueira
de ar respirável
comprimida e essa
por sua vez conectada
a um painel filtrante
e rede de compressor
industrial ou
diretamente a
um sistema de
carreta de cilindros
de ar comprimido
sob alta pressão.
Em ambos os casos,
deve-se analisar
a atmosfera próxima
ao compressor,
sua localização
(distância
do ponto de captação
ao local do acidente)
e a autonomia
do sistema de
carreta de cilindros
(quantidade de
cilindros de reserva).
O cilindro auxiliar
servirá
para fornecer
ar respirável
ao usuário,
no caso de haver
falha no fornecimento
de ar comprimido
do sistema externo
e a autonomia
será limitada
ao volume de ar
do cilindro (que
fornece cerca
de 5 minutos ,
suficientes para
a fuga do local).
OBS.:
esse sistema é
aconselhável
para situações
de vazamentos de
produtos químicos
em espaço
confinado ou em
ocorrência
em que o socorrista
deverá permanecer
por mais que 60
minutos e que não
haja risco de incêndio.
Respirador
com capuz e cilindro
de fuga:
este equipamento
oferece fluxo contínuo
(independente do
ar local) ,o suficiente
para que o capuz
permaneça
inflado e protege
às vias respiratórias
da vítima,
para a sua fuga
(ajudado pelo socorrista).Pode
ser utilizado para
resgate de vítimas
em espaço
confinado (desde
que a fuga não
demore mais que
5 minutos).

Respirador
com capuz e filtro
de fuga:
este equipamento
não poderá
ser utilizado em
atmosfera IPVS e
oferece proteção
contra gases tóxicos
e particulados (usa
filtro combinado
de multiuso). O
capuz protege o
rosto e as vias
respiratórias
da vítima,
para que a mesma
saia do local perigoso
sem a ajuda do socorrista,
pois necessariamente
a vítima
tem que estar consciente
e animada.

OBS.:
Ambos os equipamentos
são muito
importantes para
a proteção
respiratória
de vítimas
e no auxílio
do trabalho dos
socorristas na fuga
do local perigoso.
Devem estar
dispostos em locais
apropriados , onde
a probabilidade
de ocorrência
de acidentes seja
maior.
Como
escolher esses equipamentos
no mercado???
Os passos
a seguir são
importantes:
-
Descobrir a
real necessidade
de cada operação,
seja combate
à incêndio,
vazamento de
produtos químicos
, resgate em
espaço
confinado e
de vítimas
nos casos anteriores.
-
Analisar
as características
técnicas:
CUSTO x BENEFÍCIO
-
Fazer
teste dos equipamentos
de interesse
-
Comparar
características
semelhantes
dos equipamentos...
o que vier a
mais é
benefício
para o usuário
-
Sempre
deixar o usuário
testar o produto,
pois a opinião
dele deve ser
incluída
no julgamento
-
Nunca
compare somente
o preço
da compra, pois
o custo da manutenção
de 05 anos de
uso deverá
ser analisada
. Quantos equipamentos
são mais
baratos e as
peças
de reposição
são quase
o preço
de um equipamento
novo!
-
Analise
se o fornecedor
possui assistência
técnica
própria
ou é
terceirizada
sob controle
e autorização
do fabricante
do equipamento
ofertado e se
possui unidade
móvel
para visitas
periódicas
-
Procure
saber sobre
o custo da recarga
de ar comprimido
e se o fornecedor
oferece certificado
da qualidade
do ar respirável
(conforme Grau
D da ABNT e
IN-01)
-
Procure
saber se o fornecedor
oferece equipamento
de reserva ,
no caso do seu
equipamento
adquirido necessitar
de assistência
técnica
- Também
é importante
saber se o fornecedor
oferece os treinamentos
de uso e manuseio
e manutenção
básica
dos equipamentos
na sua empresa.
Depois
de analisado todos
esses itens, não
se esqueçam
que a vida humana
não tem
preço!!!
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