PROTEÇÃO
AUDITIVA
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Escolha
do Equipamento
de Proteção
Auditiva (EPA)
em função
do estudo científico
da fonte de ruído
industrial
Prezado
leitor:
Sempre
imaginamos que
os EPA´s,
plugs ou abafadores
sejam eficientes
para a proteção
do trabalhador
contra o agente
físico
ruído,
que excede os
valores de limites
de tolerância
da NR-15, anexo
01, porém
se não
analisarmos, junto
com a área
médica
do trabalho, mais
especificamente
com a área
de fonoaudiologia,
que fazem os exames
clínicos
e com cabine audiométrica
para se constatar
se o aparelho
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auditivo do trabalhador
exposto aos ruído
industrial não
sofreu danos ao
seu perfeito funcionamento.
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A idade
do trabalhador (presbiacucia)
também é
levado em conta , na interpretação
dos gráficos e
curvas .
Tecnicamente
, o que a área
de segurança do
trabalho faz na indústria
é o estudo científico
da fonte (registro da
pressão sonora
e das freqüências
com o uso do aparelho
medidor de nível
de pressão sonora
(decibelímetro)
e da dose (quantidade
de energia acústica
recebida que o trabalhador
está exposto medida
com o aparelho dosímetro).
OBS.: Os aparelhos
deverão ser calibrados
por laboratórios
credenciados pelo INMETRO.
O que
entendemos como registro
da pressão sonora
e das freqüências
(bandas de oitavas): o
ruído é
na verdade um emaranhado
de ondas sonoras que se
vibram o ar em diferentes
direções
e até retornam
(reverberação)
e pressionam o tímpano
, movimentando os ossículos
(estribo,bigorna e martelo)
que por sua vez movimentam
o líquido interno
a cóclea fazendo
com que os pelos ciliares
vibrem e transformem esta
energia mecânica
em impulsos elétricos
que são transmitidos
através do sistema
nervoso ao cérebro.
Conclusão: o cérebro
NÃO ESCUTA.
Assim , o trabalhador
exposto e com proteção
adequada, mantém
o perfeito funcionamento
de seu aparelho auditico
(ouvido direito e esquerdo,
que são independentes).
Portanto, em cada freqüência,
há uma variação
de níveis de pressão
sonora (medida em Decibéis
(dB) que atinge o seu
pico (valor máximo)
e é esse valor
que nos interessa para
fazermos a comparação
com o gráfico do
protetor auditivo testado
pelo laboratório
LARI de Santa Catarina
(UFSC).
Quando você tem
em mãos o C.A.(certificado
de aprovação)
do fabricante do EPA,
observe os dados escritos
na tabela. Observe que
para cada intervalo de
freqüência,
o EPA atenua um deternminado
valor em dB(A) e o seu
desvio padrão.
No final da tabela há
o resultado em NRRsf,
que significa o quanto
o EPA atenua de maneira
global, como se todas
as pressões sonoras
absorviadas pelo EPA fosse
um valor só.
Para efeitos legais, basta
subtrairmos o valor obtido
no dosímetro (pressão
sonora absorvida pelo
trabalhador em sua jornada
de trabalho em que ficou
exposto ao ruído
industrial) pelo valor
do Nível de Redução
de Ruído (NRRsf)
do EPA obtido no Certificado
de Aprovação
(CA).
Valor
da atenuação
do EPA = Dosimetria (dB(A))
- NRRsf (vide CA do EPA)
Entendemos que o “significa”
está entre aspas,
pois o trabalho científico
exato é o de se medir
por oitavas de freqüência
(espéctro sonoro)
e comparar com a tabela
NRRsf do EPA que está
no CA.
Assim, para cada intervalo
de freqüência,
será comparado o
valor de pressão
sonora obtido pelo aparelho
e o valor obtido pelo laboratório
da UFSC e transcrito no
Certificado de Aprovação.
Assim, a precisão
da proteção
auditiva oferecida pelo
EPA será maior e
portanto, teremos uma prevenção
de fato.
Quantas vezes nós
recebemos reclamações
de trabalhadores que mesmo
usando EPA de qualidade,
o tempo todo e com NRRsf
“suficiente”
para atenuar o ruído
danoso, o mesmo apresenta
nos exames audiométricos
sinais de perda auditiva???
Eng. Cleber C.
Vieira
E-mail: bombeiros@bombeiros.com.br
cel.: (11) 9935-9829
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